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Seu gato de estimação não bebe água? Saiba o que fazer!

Se você tem um gato de estimação, provavelmente já reparou que as vasilhas de água podem continuar cheias por dias inteiros. E isso não acontece somente na sua casa! Os gatos, realmente, são animais que não têm o costume de ingerir muito líquido.

Porém, essa característica dos felinos exige uma atenção redobrada, pois faz com que eles estejam mais expostos às doenças renais e do trato urinário e, até mesmo, à desidratação — uma vez que consomem mais ração seca e acabam não recebendo a quantidade adequada de água — o que pode comprometer seriamente a qualidade de vida dos pequenos.

 

 

Gatos x água: um caso de instinto 

Seja para a areia, para a ração e até mesmo para a caixa higiênica, os gatos são animais naturalmente exigentes e isso não é segredo para os seus donos. Esses seres cheios de personalidade não costumam se satisfazer com qualquer coisa.

Porém, quanto o assunto é água, esse impasse tem raiz na evolução dos felinos. Os gatos são, originalmente, animais selvagens e, por isso, desenvolveram um instinto de seleção específico para a hora de buscar hidratação, pois tomar água suja e parada podia gerar uma contaminação e causar muitos problemas de saúde que eles não teriam como tratar.

O tempo passou, os gatos evoluíram e acabaram sendo domesticados. Contudo, esse instinto continuou forte e, mesmo hoje, muitos bichanos praticamente ignoram suas vasilhas de água, deixando muitos donos sem saber o que fazer para que eles se mantenham bem hidratados! 

Riscos do baixo consumo de líquidos 

A água pode representar mais de 60% do peso de um felino adulto, e sua escassez traz diversos problemas, como prejudicar a regulagem da temperatura corporal, o consumo e digestão dos alimentos. Além disso, também pode ocasionar: 

Desidratação 

Prisão de ventre, letargia, aumento da frequência cardíaca, olhos fundos e pouca elasticidade da pele são indicadores desse problema. Isso deve ser tratado com hidratação por via intravenosa ou subcutânea — com a supervisão de um veterinário, pois o excesso de fluidos pode agravar a situação. 

Doenças renais 

Danifica a filtragem do sangue e eliminação de substâncias prejudiciais ao corpo, também afetando a absorção de nutrientes, formação de glóbulos vermelhos e a pressão arterial — o que pode levar ao desenvolvimento de anemia e hipertensão.

Sede constante e urina em excesso são os sinais de alerta. O tratamento inclui dieta específica e medicação (antibióticos, vitaminas e estimuladores de apetite). 

Problemas no trato urinário 

O gato pode apresentar infecções na bexiga (cistite) ou nos rins (nefrite). Os sintomas incluem dificuldade para urinar — podendo ocorrer choro — ou incontinência, além de alteração na quantidade e na cor do xixi.

Podem ocasionar, ainda, febre, fraqueza e necessidade de lamber constantemente as partes íntimas (devido ao incômodo). São tratadas com medicamentos, dieta úmida e, em casos extremos, cirurgia.

Muita gente não sabe, mas existem algumas maneiras infalíveis de incentivar o seu gato de estimação a beber mais água. E não é tão difícil ou mirabolante quanto parece! Confira nossas dicas e saiba o que fazer para contornar a situação. 

5 maneiras de incentivar seu gato de estimação a beber água 

1. Deixe a vasilha sempre limpa e com água fresca 

Além de lindos e fofinhos, os gatos são também o quê? Isso mesmo, exigentes! Se a vasilha ou recipiente de água estiver sujo, com mau cheiro ou com líquido há muito tempo parado, o bichano não vai beber! 

Por isso, lave os recipientes diariamente — use detergente para fazer essa limpeza — e troque a água pelo menos 2 vezes ao dia, mantendo-a longe do sol. 

2. Espalhe as vasilhas pela casa 

A preguiça também assombra os felinos! Se ele tiver sede, mas não vir nenhuma vasilha limpa (e com água fresca) próxima, muito provavelmente ele desistirá de beber. O segredo, então, é ter recipientes espalhados pela casa, principalmente nos locais onde o gato gosta de ficar.

Além disso, vale lembrar que os bichanos podem preferir que a água seja colocada em vasilhas de inox ou porcelana. Fique atento! 

3. Tenha uma fonte 

Gatos amam água corrente! Por essa razão, as fontes podem ser uma excelente opção para os bichanos que relutam em aceitar as vasilhas. Além de fazer circular o líquido, esse tipo de fonte ainda oxigena a água, o que a torna mais atraente e gostosa para os bichanos. 

4. Mantenha o bebedouro longe da ração e da caixa higiênica 

Mais uma vez, o instinto felino entra em ação! Na natureza, se o gato sentir cheiro de animal morto — leia-se alimento ou fezes — próximo à água ele entende que há grande chance de aquele local não ter um líquido adequado para o consumo. 

Resultado: vasilha próxima à comida ou à caixa de areia fará com que ele não beba o suficiente, achando que ela pode estar contaminada. 

5. Faça com que beber água se torne algo divertido e saboroso 

Bichanos adoram brincar e se divertir. Então, por que não trazer isso para a hora da hidratação? Experimente colocar alguns cubos de gelo dentro do recipiente de água. Além de deixá-la mais geladinha, seu gato vai adorar brincar com os cubos enquanto bebe!

Você também pode alternar as rações seca e úmida com mais frequência e incluir doses de caldo de carne (desde que ele seja preparado em casa e sem a presença de alimentos proibidos, como alho, cebola e cebolinha). 

Atenção: o excesso de água também é prejudicial! 

O seu animal pode ter um consumo elevado de fluidos por vários motivos. Entre eles, estão mudanças na dieta (de úmida para seca), alterações no clima ou ambiente com temperatura muito elevada, por exemplo. No entanto, é bom ficar de olho, pois a persistência desse comportamento pode ser sintoma de problemas graves de saúde.

Mesmo sendo um possível resultado da baixa ingestão de líquidos, infecções no sistema urinário e doenças renais também fazem com que o gato beba mais água para tentar reequilibrar o organismo a partir da liberação de toxinas pela urina. Assim como, diabetes e alterações na tireoide. 

Observe se seu gato bebe com moderação 

O nível de ingestão de água necessário para que seu felino fique saudável depende de vários aspectos. Ele varia, por exemplo, de acordo com o peso do bichano, sua rotina de atividades, fatores ambientais e climáticos, consumo diário de calorias e umidade da alimentação. 

Por isso, é interessante consultar um profissional para determinar a dieta ideal, variar a oferta de ração seca e úmida e manter a água em temperatura fria ou gelada.

Se estiver em dúvida sobre os hábitos do seu gato de estimação, não hesite: observe, faça anotações e consulte um veterinário o mais rápido possível.

Adiar a visita a uma clínica para checar a saúde do seu bichinho pode transformar situações simples em problemas irreversíveis.

 

 

Fonte: blog.areiadegato

 

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